Ícaro Iasbeck
Mitos e verdades

Retenção de clientes: 5% a mais dá 95% de lucro? A origem

O número de que reter 5% mais clientes aumenta o lucro de 25% a 95% nasceu num artigo de 1990 que falava em 25% a 85%, e o "custa 5 a 25 vezes mais conquistar" não tem estudo por trás. O que a pesquisa acadêmica sustenta sobre retenção, valor do cliente e lucro em B2B.

18 min de leitura

A frase de que aumentar a retenção de clientes em 5% aumenta o lucro de 25% a 95% vem de Frederick Reichheld, da Bain, e de W. Earl Sasser, da Harvard Business School, mas o artigo original, publicado na Harvard Business Review em 1990, falava em 25% a 85%. Os exemplos eram empresas de serviço americanas sem nome, e no caso que o artigo detalha o “5%” significava cinco pontos a menos na taxa anual de perda de clientes, o que equivalia a cortar essa perda pela metade. O 95% só aparece dez anos depois, num artigo sobre comércio eletrônico. A outra frase famosa, a de que conquistar um cliente custa de 5 a 25 vezes mais do que reter, não tem estudo com amostra por trás: o “cinco vezes” surge em 1990 como opinião de especialistas, e o “25 vezes” chega em 2014 num texto que não cita fonte. A pesquisa acadêmica posterior confirma que a retenção é a alavanca mais forte do valor do cliente e mostra que cliente antigo nem sempre é o mais lucrativo, sobretudo em B2B.

Ouço esses dois números em quase toda conversa sobre Customer Success, e quase ninguém na sala sabe de onde eles saíram. Fui aos textos originais para separar o que eles mediram do que a repetição acrescentou, pensando na diretoria que decide quanto investir na base e nas lideranças que respondem pela receita recorrente.

De onde vem o número “reter 5% mais clientes aumenta o lucro em até 95%”?

Reichheld e Sasser publicaram “Zero Defections: Quality Comes to Services” na HBR de setembro e outubro de 1990 (Reichheld e Sasser, 1990). A tese era levar para os serviços a lógica do “zero defeito” da indústria, tratando o cliente que não volta como o refugo da empresa de serviço. Os autores dizem ter encontrado o mesmo padrão em mais de 100 empresas de duas dezenas de setores analisadas pela Bain: o lucro por cliente cresce a cada ano de relacionamento, porque o cliente compra mais, custa menos para atender, aceita pagar mais e indica outros clientes.

O que o artigo de 1990 mediu

Os números de lucro vêm de três exemplos: reduzir a perda de clientes em 5% gerou 85% mais lucro numa rede de agências bancárias, 50% numa corretora de seguros e 30% numa rede de serviços automotivos. O gráfico que acompanha o texto leva o título com a faixa de 25% a 85%, e a abertura arredonda a tese para “quase 100%”. O artigo não descreve amostra, método nem período de coleta, e o lucro que ele calcula é o valor do cliente, o valor presente dos lucros que ele gera ao longo da relação, e não o lucro contábil da empresa no ano seguinte.

O exemplo detalhado é o de uma empresa de cartão de crédito, que gastava em média 51 dólares para conquistar um cliente. Com a taxa anual de perda caindo de 20% para 10%, a vida média do cliente dobrava de cinco para dez anos e o valor dele subia de 134 para 300 dólares. Com a perda caindo de 10% para 5%, a vida média dobrava de novo e o valor ia a 525 dólares, alta de 75%. A curva usa os parâmetros de uma única empresa e mostra a mecânica do cálculo, sem medir vários casos.

O “5%” é de pontos percentuais

Nesse exemplo, os 5% a mais de retenção levam a perda de 10% para 5% ao ano, ou seja, a retenção de 90% para 95%. Para quem perde 10% da base por ano, isso significa cortar a perda pela metade e dobrar a vida média do cliente. Na apresentação de diretoria, a frase costuma chegar como se bastasse levar a retenção de 80% para 84%, uma melhora relativa de 5%, para o lucro dobrar.

Onde nasceu o 95%

A faixa de 25% a 95% aparece pela primeira vez, até onde consegui rastrear, em “E-Loyalty: Your Secret Weapon on the Web”, que Reichheld publicou com Phil Schefter na HBR de julho e agosto de 2000 (Reichheld e Schefter, 2000). O texto, sobre lojas virtuais, resume a pesquisa de 1990 como 25% a 95% de lucro a mais, sem explicar o novo teto. Num texto curto da própria Bain, Reichheld usa uma versão mais modesta: em serviços financeiros, 5% a mais de retenção produz mais de 25% de aumento no lucro (Reichheld, Bain & Company, 2001). A versão que se espalhou foi a de um texto de 2014 da HBR, assinado por Amy Gallo, que atribui a faixa de 25% a 95% a Reichheld sem link para o estudo (Gallo, HBR, 2014).

Versão do número Onde aparece O que dá para verificar
85%, 50% e 30% mais lucro Reichheld e Sasser, HBR, 1990 Três empresas de serviço sem nome, sem método publicado
25% a 85% Gráfico do mesmo artigo Faixa dos exemplos
25% a 95% Reichheld e Schefter, HBR, 2000 Faixa ampliada sem explicação
Mais de 25% em serviços financeiros Texto da Bain, 2001 Afirmação sem dados
25% a 95% como pesquisa de Reichheld Gallo, HBR, 2014 Repetição sem link para o estudo

Conquistar um cliente custa de 5 a 25 vezes mais do que reter?

Não encontrei estudo com amostra e método que sustente essa razão. A versão mais antiga que localizei está em outro artigo da HBR de 1990, de Christopher Hart, James Heskett e o mesmo Earl Sasser (Hart, Heskett e Sasser, 1990). Os autores escrevem que substituir um cliente custa cinco vezes mais do que retê-lo e atribuem a conta à concordância da maioria dos especialistas do setor. A nota de rodapé do artigo, um estudo de 1986 sobre reclamações feito para o governo americano, sustenta outro dado, o de recompra após reclamação resolvida.

O “25 vezes” vem do texto de Gallo de 2014, que diz que, dependendo do estudo e do setor, conquistar um cliente custa de cinco a 25 vezes mais do que reter, sem indicar nenhum desses estudos. O artigo de Reichheld e Sasser, citado junto com frequência, traz só os 51 dólares do cartão e não calcula razão nenhuma. A razão também depende do que cada empresa coloca no custo de reter, como CS, suporte e desconto na renovação. A pergunta útil para a diretoria é quanto custa conquistar um cliente, em quantos meses ele devolve esse custo e quanto de margem deixa enquanto fica, contas que detalho em métricas de RevOps.

O que a pesquisa acadêmica mostra sobre retenção e valor do cliente?

A pesquisa com revisão por pares confirma a intuição de Reichheld e Sasser e corrige o exagero: a retenção pesa mais no valor do cliente do que margem e custo de aquisição, e o tamanho do efeito depende da empresa.

Retenção é a alavanca mais forte do valor do cliente

Sunil Gupta, Donald Lehmann e Jennifer Ames Stuart calcularam o valor da base de clientes de cinco empresas, Capital One, Amazon, Ameritrade, eBay e E*Trade, com dados públicos de março de 2002, e o resultado acompanhou de perto o valor de mercado de três delas (Gupta, Lehmann e Stuart, 2004). Melhorar a retenção em 1% elevou o valor dos clientes entre 3% e 7%, contra cerca de 1% para a mesma melhora na margem e de 0,02% a 0,3% para a redução do custo de aquisição. O efeito foi maior nas empresas que já retinham mais. As empresas não divulgavam a própria retenção, e os autores a estimaram com relatórios de analistas, opinião de especialista e, no caso do eBay, uma média de mercado.

Satisfação, retenção e valor de mercado

A revisão de Gupta e Valarie Zeithaml na Marketing Science reuniu duas décadas de estudos sobre métricas de cliente e resultado financeiro (Gupta e Zeithaml, 2006). Num dos trabalhos revisados, com 200 empresas da Fortune 500 em 40 setores, cada 1% de variação no índice americano de satisfação do cliente esteve associado a 1,016% de variação no Q de Tobin, uma medida de valor de mercado, e só 14,5% da diferença nessa relação veio do setor.

A revisão também registra críticas: um estudo argumenta que os resultados de 1990 só se sustentam com margem muito baixa ou retenção já alta, e outro mostra, num banco de varejo, que os 5% de clientes que saíam por ano levavam 3% dos depósitos, enquanto os 35% que reduziam o saldo sem sair levavam 24%. Em B2B, esse é o cliente que corta escopo e continua na lista de ativos, perda que discuto em churn B2B.

Cliente fiel nem sempre é cliente lucrativo

Werner Reinartz e V. Kumar acompanharam por quatro anos mais de 16.000 clientes de quatro companhias, entre elas um prestador americano de serviços de alta tecnologia para empresas (Reinartz e Kumar, 2002). A correlação entre tempo de relacionamento e lucro foi de fraca a moderada nas quatro e ficou em 0,30 no prestador B2B. Nele, os clientes antigos pagavam de 5% a 7% menos do que os novos e custavam mais para atender, porque clientes corporativos de alto volume conhecem o próprio peso e o usam para conseguir desconto e atendimento dedicado. O achado contradiz duas explicações de 1990, a do preço maior e a do custo menor.

Quanto investir em retenção

Reinartz, Jacquelyn Thomas e Kumar usaram dados de 1998 a 2001 de uma fabricante multinacional de hardware e software que vende para empresas, com 23.476 prospects contatados e 5.725 clientes conquistados, para calcular a divisão de verba que maximiza o lucro por cliente (Reinartz, Thomas e Kumar, 2005). Na versão de trabalho do estudo, a divisão ótima foi de 78,9% para retenção e 21,1% para aquisição, perto do que a empresa já praticava, e o problema estava no total: ela gastava demais com os clientes. Os autores concluíram que gastar abaixo do ótimo prejudica mais do que gastar acima e que errar na verba de retenção pesa mais do que errar na de aquisição.

Ação de retenção mal direcionada aumenta o churn

Num experimento de campo numa operadora de telefonia, a empresa recomendou a parte dos clientes um plano mais adequado ao uso, e 10% dos que receberam a recomendação cancelaram nos três meses seguintes, contra 6% do grupo de controle (Ascarza, Iyengar e Schleicher, 2016). Para os autores, a recomendação quebrou a inércia e levou o cliente a reavaliar o contrato. Em outro trabalho, com dois experimentos de campo, Eva Ascarza mostrou que os clientes com maior risco de cancelar nem sempre respondem melhor à ação de retenção, e que escolher o alvo pela resposta esperada rende mais (Ascarza, 2018).

O que isso significa para a retenção de clientes em B2B?

A primeira consequência está na definição. O artigo de 1990 traz um exemplo B2B que serve para a sua empresa: uma ferrovia quase nunca perde o cliente por inteiro, mas o cliente que passa 80% das cargas para caminhões não pode contar como retido. Em contrato B2B, a retenção que importa é a da receita e da margem, e a contagem de clientes esconde a redução de escopo, o desconto dado para renovar e a conta ativa que não usa o que comprou.

A segunda está no tamanho do efeito, que depende da margem e do custo de aquisição de cada empresa. No exemplo ilustrativo abaixo, com números inventados e sem desconto financeiro, um cliente custou R$ 40 mil para ser conquistado. Com perda de 15% ao ano ele fica em média 6,7 anos, e com perda de 10% fica 10 anos.

Exemplo ilustrativo Margem anual de R$ 30 mil Margem anual de R$ 10 mil
Lucro por cliente com perda de 15% ao ano, descontado o CAC R$ 160 mil R$ 26,7 mil
Lucro por cliente com perda de 10% ao ano, descontado o CAC R$ 260 mil R$ 60 mil
Aumento do lucro por cliente 62,5% 125%

A mesma melhora de cinco pontos rende 62,5% numa empresa e 125% na outra. Quem tem margem apertada e CAC alto ganha mais, em percentual, com cada ponto de retenção, o que bate com a crítica registrada por Gupta e Zeithaml e explica por que os exemplos de 1990 variam tanto.

A terceira está no que a retenção mede. Ela resulta de um trabalho que começa na venda para o cliente certo e segue no onboarding, no acompanhamento da conta e na renovação tratada com antecedência, rotina que descrevo em pós-venda B2B. Os estudos de Reinartz e de Ascarza indicam o que o CRM precisa guardar: margem e custo de atender por conta, e cada ação de retenção com a resposta do cliente. A gestão de carteira depende desses campos, que quase nunca existem nas bases que diagnostico.

Tabela-resumo das pesquisas citadas

Fonte Ano Amostra e método Principal achado
Reichheld e Sasser, HBR 1990 Mais de 100 empresas de serviço, sem método publicado Reduzir a perda em 5% gerou de 30% a 85% mais lucro nos exemplos
Hart, Heskett e Sasser, HBR 1990 Artigo de gestão “Cinco vezes mais” para substituir um cliente, como opinião de especialistas
Reichheld e Schefter, HBR 2000 Análise da Bain em comércio eletrônico Primeira aparição localizada de 25% a 95%
Gallo, HBR 2014 Texto de divulgação Repete 25% a 95% e cita “5 a 25 vezes” sem fonte
Gupta, Lehmann e Stuart, JMR 2004 Modelo de valor do cliente para cinco empresas 1% a mais de retenção eleva o valor do cliente de 3% a 7%
Reinartz e Kumar, HBR 2002 16.000 clientes de quatro empresas Relação fraca a moderada entre tempo de cliente e lucro
Reinartz, Thomas e Kumar, JM 2005 5.725 clientes de uma fabricante de tecnologia Existe verba ótima de retenção; gastar abaixo dela pesa mais
Gupta e Zeithaml, Marketing Science 2006 Revisão de duas décadas de estudos Satisfação ligada a valor de mercado, com variação entre empresas
Ascarza, Iyengar e Schleicher, JMR 2016 Experimento de campo em telefonia Ação proativa elevou o cancelamento de 6% para 10%
Ascarza, JMR 2018 Dois experimentos de campo Cliente de maior risco nem sempre é o melhor alvo

O que esses dados não dizem

O número de 1990 não diz quanto o lucro de uma empresa B2B brasileira sobe com a retenção. Os exemplos eram empresas de serviço americanas analisadas antes de 1990, citadas sem nome, sem amostra nem margem de erro, e o lucro calculado era uma estimativa do valor do cliente, com premissas de margem, desconto financeiro e vida média, distante do resultado contábil do ano seguinte. O 95% não tem nem esse respaldo.

Os estudos acadêmicos também têm limites. O de Gupta, Lehmann e Stuart trabalha com cinco empresas de consumo e retenção estimada por terceiros. Os de Reinartz e coautores usam bases de poucas empresas, todas fora do Brasil, e cito a versão de trabalho do estudo sobre verba, cujos números podem diferir um pouco da publicada. Os experimentos de Ascarza foram feitos com consumidores, e o efeito de uma ação proativa num contrato B2B negociado com comitê de compra pode ser outro. Boa parte da evidência mostra associação, que não prova causa, e nenhum estudo que encontrei mede quantas vezes mais custa conquistar do que reter.

O que a liderança faz com esses números

  1. Escreva a definição de retenção. Registre no guia da área o que conta como cliente retido, como a redução de escopo aparece e qual janela vale, com retenção de clientes e de receita lado a lado.
  2. Meça a perda real dos últimos dois anos. Tire do CRM e do financeiro a perda de clientes e de receita por segmento e por safra, sem estimativa feita em reunião.
  3. Registre margem e custo de atender por conta. Sem esses campos, a empresa não sabe qual cliente antigo dá lucro.
  4. Calcule o valor de cada ponto de retenção. Rode a conta do exemplo ilustrativo com os seus números antes de discutir o orçamento de CS.
  5. Registre cada ação de retenção e a resposta. Desconto, revisão de valor e visita do executivo entram no CRM com data, conta e resultado.
  6. Revise a verba da base uma vez por ano. Compare o gasto com CS, suporte e descontos de renovação com a margem que a base deixou.

Retenção de clientes e T&D: o que RH precisa avaliar

O pedido costuma chegar ao RH como “treinar o CS para reter clientes”. O time precisa calcular a retenção de receita da própria carteira, escolher as contas que recebem a ação pela resposta esperada e registrar no CRM a ação e o resultado. Participam CS, onboarding e a liderança comercial, porque o cliente fora do perfil aparece meses depois na retenção. Para medir, tire antes da formação a retenção de receita, o percentual de contas com margem registrada e o de ações com resultado no CRM, e compare depois de um ciclo de renovação. Os problemas de cadastro que atrapalham essa leitura estão em qualidade de dados no CRM.

Se a sua diretoria quer decidir o investimento na base com a conta da própria empresa, esse é o trabalho do treinamento in company de adoção de CRM. Conduzo a formação com CS, vendas e a liderança sobre o CRM e a carteira que vocês já têm, e montamos juntos a definição de retenção e os campos de margem e de ação. A empresa sai com o guia de boas práticas de CRM e o manual de gestão de carteira e base, escritos para a sua operação.

Perguntas frequentes

É verdade que aumentar a retenção em 5% aumenta o lucro em 95%?

O artigo original de Reichheld e Sasser, de 1990, falava em 25% a 85% e trazia três exemplos de empresas de serviço americanas, sem método publicado. A faixa de 25% a 95% aparece em 2000, num artigo sobre comércio eletrônico, sem explicação para o novo teto. No exemplo que o artigo de 1990 detalha, o “5%” significa cinco pontos a menos na taxa de perda.

Conquistar um cliente custa mesmo 5 vezes mais do que reter?

Não encontrei estudo com amostra que sustente essa razão. O “cinco vezes” aparece num artigo da HBR de 1990 como opinião de especialistas, e o “5 a 25 vezes” num texto de 2014 que não cita fonte. A diretoria decide melhor com CAC, payback e margem por cliente calculados na própria base.

O que a pesquisa acadêmica diz sobre retenção e lucro?

Os estudos com método publicado indicam que a retenção é a alavanca mais forte do valor do cliente, com efeito de 3% a 7% no valor para cada 1% de melhora no estudo de Gupta, Lehmann e Stuart. Eles também mostram que tempo de relacionamento e lucro têm correlação fraca a moderada e que gastar demais com a base também reduz o lucro.

Cliente antigo é sempre mais lucrativo em B2B?

A pesquisa indica que nem sempre. No prestador de serviços B2B estudado por Reinartz e Kumar, os clientes antigos pagavam de 5% a 7% menos do que os novos e custavam mais para atender. A empresa só descobre quais contas antigas dão lucro quando registra margem e custo de atender por conta no CRM.

Como calcular quanto vale um ponto de retenção na minha empresa?

Use a taxa anual de perda medida no CRM para estimar a vida média do cliente, multiplique pela margem bruta anual por conta e desconte o CAC. Refaça a conta com cinco pontos a menos de perda e compare. A diferença mostra quanto faz sentido investir em pós-venda para ganhar esses pontos.

Como preparar o time de CS para melhorar a retenção?

Forme o time para calcular a retenção de receita da própria carteira, escolher as contas pela resposta esperada à ação e registrar cada ação e resultado no CRM. Treine junto a liderança comercial, porque parte da perda nasce na venda, e meça o efeito depois de um ciclo de renovação.

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