Ícaro Iasbeck
Tendências e leitura de mercado

Personalização no marketing: 71% esperam, mostra McKinsey

A pesquisa da McKinsey que popularizou os 71% ouviu 1.013 consumidores americanos, e o número de 40% mais receita vem de 20 empresas. O que as pesquisas medem sobre personalização, onde ela incomoda e o que ela exige do CRM numa operação B2B.

18 min de leitura

A personalização no marketing dá retorno quando a empresa tem dado confiável sobre o cliente, critério claro de segmentação e permissão para usar esse dado, e as mesmas pesquisas que medem o retorno mostram onde ela vira incômodo. O número mais citado do tema vem da McKinsey: 71% dos consumidores esperam interações personalizadas e 76% se frustram quando isso não acontece (McKinsey, 2021). A amostra foi de 1.013 adultos dos Estados Unidos, ouvidos em setembro de 2021, e o 71% soma quem respondeu “concordo em parte”, “concordo” e “concordo totalmente” numa escala de seis pontos. O outro número famoso do mesmo artigo, de que as empresas que crescem mais rápido tiram 40% mais receita da personalização, vem de um recorte de 20 empresas de bens de consumo que informaram a própria fatia de receita vinda de marketing personalizado. Do outro lado, uma pesquisa do Gartner com 1.464 compradores B2B e consumidores encontrou que a personalização gerou experiência negativa para 53% deles (Gartner, 2025).

Nos projetos de CRM que conduzo, a personalização costuma chegar como pedido do marketing, com o 71% no slide de abertura, e a conversa muda de rumo quando abrimos a base. O campo de setor está em texto livre, o cargo do contato não muda desde o cadastro e ninguém sabe dizer qual base legal sustenta o envio para metade da lista. Conferi cada número deste texto na fonte original.

O que a McKinsey mediu quando diz que 71% esperam personalização?

O artigo, publicado em novembro de 2021 por sete autores da consultoria, apresenta o relatório Next in Personalization 2021. As notas dos gráficos trazem o método que quase nunca acompanha o número quando ele circula: 1.013 adultos americanos, com amostra ponderada para representar a população dos Estados Unidos acima de 18 anos. A frase submetida aos entrevistados foi “espero comunicações e produtos ou serviços personalizados e adaptados às minhas necessidades das marcas e empresas de quem compro”, e a frustração veio de outra frase, sobre a irritação com recomendações irrelevantes.

Na mesma pesquisa, 76% disseram que comunicações personalizadas pesam na decisão de considerar uma marca, e 78% disseram que ficam mais propensos a comprar de novo e a indicar empresas que personalizam. O dado mais útil para a operação está num gráfico menos citado, em que os consumidores classificaram a importância de cada ação na primeira compra. Facilitar a navegação na loja e no site teve 75%, recomendações relevantes 67% e mensagens adaptadas às necessidades 66%, enquanto chamar o cliente pelo nome ficou com 54%, abaixo de quase tudo. Para esse consumidor, personalização significa relevância, e o primeiro nome no assunto do e-mail ocupa um lugar baixo da lista.

A escala agregada também pede cuidado. Quem marcou “concordo em parte” entrou no 71% com o mesmo peso de quem marcou “concordo totalmente”, e o artigo não mostra a distribuição entre as três respostas. Uma expectativa moderada de relevância pede um e-mail que fale do problema certo, e uma exigência forte pede uma operação de dados que poucas empresas brasileiras de porte médio têm.

De onde vem o número de 40% mais receita com personalização?

O artigo traz o dado em duas formas: “empresas que crescem mais rápido geram 40% mais da sua receita a partir de personalização” do que as mais lentas, e “empresas que se destacam em personalização geram 40% mais receita dessas atividades” do que as médias. Segundo a nota do gráfico, a McKinsey aplicou em fevereiro de 2021 uma pesquisa de benchmarking a 20 empresas de bens de consumo sem relação direta com o consumidor final, dividiu as 20 em duas metades pelo crescimento de receita do ano anterior e perguntou a cada uma qual percentual da receita vinha de ações ou táticas de marketing personalizado.

O 40% compara, portanto, a fatia de receita que dez empresas atribuíram à personalização com a fatia que outras dez atribuíram, sem medição externa de receita incremental e sem grupo de controle. A pesquisa completa ouviu 100 empresas de consumo e estimou a receita vinda de personalização por tipo de empresa: entre 5% e 10% nas que não vendem direto ao consumidor, entre 10% e 20% no varejo físico e cerca de 25% nas marcas nativas digitais. Empresas que crescem podem investir mais em dados e marketing e por isso atribuir mais receita à personalização, e o desenho da pesquisa não permite separar a causa do efeito.

Personalização B2B: o que mostra a pesquisa com decisores de compra?

A McKinsey publicou em 2026 o relatório da Global B2B Pulse Survey, com quase 4 mil decisores B2B de 13 países, o Brasil entre eles (McKinsey, 2026). Mais de 90% das organizações dizem personalizar conteúdo em e-mail, site, redes sociais e outros pontos de contato, e as empresas que a McKinsey chama de líderes têm quatro vezes mais chance de praticar personalização um a um, 20% contra 5%. Líder, ali, é a empresa cujo respondente declarou ganho de participação de mercado acima de 10% no ano, e retardatária, a que declarou perda acima de 5%.

O gráfico detalhado conta uma história mais modesta. Em campanhas de e-mail, 15% dos respondentes das líderes disseram fazer personalização um a um, contra 7% das retardatárias e 8% no total da amostra. A maior parte das empresas B2B personaliza por segmento, e o relatório situa a diferença no grau e na precisão, com as líderes usando contexto da conta, histórico de compra, sinais de comportamento e recomendação de próxima ação.

O mesmo relatório perguntou o que levaria o decisor a deixar um fornecedor. Metade, 50%, disse que deixaria “com certeza” ou “provavelmente” um fornecedor que não oferece uma experiência de vendas adaptada ao seu negócio, e 39% apontaram excesso de comunicações indesejadas. O motivo mais citado foi a informação inconsistente entre times, que discuto com os outros dados da jornada em comprador B2B digital. O vendedor que propõe um preço diferente do que o CS mencionou, o e-mail de prospecção enviado a quem já é cliente e a quinta mensagem da semana para o mesmo diretor são falhas de personalização que nascem de áreas sem acesso ao mesmo histórico da conta.

Quando a personalização incomoda o cliente?

A pesquisa do Gartner (2025) ouviu 1.464 compradores B2B e consumidores na América do Norte, no Reino Unido, na Austrália e na Nova Zelândia, entre novembro e dezembro de 2024. O instituto relata que a personalização gerou experiências negativas para 53% dos clientes, e que esse grupo teve 3,2 vezes mais chance de se arrepender de uma compra e 44% menos chance de voltar a comprar. Quem recebeu personalização numa jornada recente teve 1,8 vez mais chance de pagar um preço maior e, ao mesmo tempo, 2 vezes mais chance de se sentir sobrecarregado pelo volume de informação e 2,8 vezes mais chance de sentir pressão de tempo.

O Gartner localiza o problema nos momentos em que o comprador troca de tarefa, como na passagem da pesquisa para a escolha do produto, quando a oferta personalizada parece irrelevante para quem tem dúvidas mais complexas do que ela resolve. O instituto contrapõe a personalização passiva, que infere do comportamento o que mostrar, a uma personalização ativa, em que o cliente responde perguntas e informa o próprio contexto, e diz que quem recebeu essa abordagem teve 2,3 vezes mais chance de concluir com confiança decisões críticas de compra.

O que é o paradoxo da personalização?

A pesquisa acadêmica chama de paradoxo da personalização a tensão entre o valor que o cliente vê numa oferta adaptada e o desconforto com a coleta de dados que a torna possível. Três estudos revisados por pares mostram quando cada lado pesa mais.

Awad e Krishnan (2006), na MIS Quarterly, ouviram mais de 400 consumidores online e encontraram um dilema: os clientes que mais valorizam transparência sobre o uso de informações são os menos dispostos a ter um perfil traçado para receber personalização. Os autores recomendam desenhar a oferta para quem aceita participar e admitir que a minoria mais sensível à privacidade fique de fora, mesmo com recursos extras de transparência.

Aguirre, Mahr, Grewal, de Ruyter e Wetzels (2015), no Journal of Retailing, combinaram um estudo de campo numa rede social, dados de uma campanha de anúncios e três experimentos. As taxas de clique caíram de forma acentuada quando os clientes perceberam que seus dados tinham sido coletados sem consentimento. Com coleta explícita, anúncios mais personalizados geraram mais intenção de clique, e sinais de confiança compensaram parte do efeito negativo da coleta encoberta, que os autores ligam à sensação de vulnerabilidade.

Tucker (2014), no Journal of Marketing Research, analisou um experimento de campo aleatorizado numa rede social, com anúncios de texto personalizado e de texto genérico. No meio do teste, a rede deu aos usuários mais controle sobre suas informações pessoais, sem mudar o que os anunciantes podiam usar, e os usuários passaram a clicar quase duas vezes mais nos anúncios personalizados. Os anúncios só segmentados, sem texto personalizado, mantiveram a mesma eficácia.

O cliente responde melhor à personalização quando sabe que a empresa tem o dado, entende para que ele serve e sente que controla o uso, e reage mal quando descobre a coleta depois. Os estudos tratam de anúncio e varejo online, e eu levo a conclusão ao B2B como hipótese, ainda sem teste nesse contexto.

Tabela-resumo das pesquisas sobre personalização

Fonte Ano Amostra e método Principal achado
McKinsey, Next in Personalization 2021 1.013 adultos dos EUA, setembro de 2021, escala de concordância de seis pontos 71% esperam personalização e 76% se frustram quando ela falta (soma das três respostas positivas)
McKinsey, Next in Personalization 2021 20 empresas de bens de consumo, fevereiro de 2021, receita de personalização autodeclarada A metade que cresce mais atribui 40% mais receita a marketing personalizado
McKinsey, Global B2B Pulse 2026 Quase 4 mil decisores B2B em 13 países (gráficos indicam n = 3.664) Mais de 90% personalizam; um a um em 20% dos líderes e 5% dos retardatários; 50% trocariam fornecedor sem experiência adaptada
Gartner 2025 1.464 compradores B2B e consumidores, América do Norte, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, fim de 2024 53% tiveram experiência negativa, com 3,2 vezes mais chance de arrependimento e 44% menos chance de recompra
Awad e Krishnan, MIS Quarterly 2006 Questionário com mais de 400 consumidores online Quem valoriza transparência aceita menos ser perfilado
Aguirre e coautores, Journal of Retailing 2015 Estudo de campo em rede social, dados de campanha e três experimentos Coleta sem consentimento derruba cliques; coleta explícita faz a personalização render
Tucker, Journal of Marketing Research 2014 Experimento de campo aleatorizado com anúncios numa rede social Com mais controle de privacidade, anúncios personalizados tiveram quase o dobro de cliques

O que a personalização exige do CRM numa empresa B2B?

Numa operação B2B, eu traduzo os achados em camadas que precisam existir no CRM antes de qualquer projeto de personalização. A ligação entre o achado e o sinal que você verifica na sua base é interpretação minha.

Camada Achado que sustenta O que precisa existir no CRM Sinal de que falta
Dado da conta Informação inconsistente é o principal motivo de troca (McKinsey, 2026) Histórico único com negócios, contratos e chamados associados à empresa certa Contas duplicadas e propostas que o CS não encontra
Dado do contato Relevância pesa mais que o nome do cliente (McKinsey, 2021) Cargo e papel no comitê de compra com data de atualização Cargos vazios ou cadastrados há mais de um ano
Segmentação Líderes personalizam pelo contexto da conta (McKinsey, 2026) Setor, porte e estágio do cliente em opção fechada, ligados ao ICP Setor em texto livre, com dezenas de grafias
Momento da jornada Personalização passiva incomoda na troca de tarefa (Gartner, 2025) Etapa do negócio e última interação visíveis para marketing Oferta comercial para quem está em avaliação técnica
Consentimento Coleta explícita faz a personalização render (Aguirre e coautores, 2015; Tucker, 2014) Base legal, finalidade e origem do dado por contato, com descadastro funcionando Ninguém sabe dizer de onde veio a lista

O critério de segmentação sai do ICP escrito com dados de clientes reais, tema de ICP, o perfil de cliente ideal. Nas camadas de dado, a personalização herda os erros da base, e uma conta duplicada recebe duas mensagens “personalizadas” diferentes na mesma manhã, problema que discuto em qualidade de dados no CRM. O agente de IA que escreve a nutrição, tema de IA no marketing B2B, personaliza com o que encontra no registro.

O que a LGPD diz sobre dados de personalização

Trago a lei de forma informativa, sem substituir a orientação do jurídico. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) lista no artigo 7º as hipóteses que autorizam o tratamento de dados pessoais, entre elas o consentimento do titular e o legítimo interesse do controlador. Para o consentimento, o artigo 8º exige finalidades determinadas, declara nulas as autorizações genéricas e garante a revogação a qualquer momento, por procedimento gratuito e facilitado. Para o legítimo interesse, o artigo 10 limita o tratamento aos dados estritamente necessários e pede medidas de transparência, e o artigo 18 dá ao titular direitos como acesso e correção de dados desatualizados.

Na prática, o CRM precisa guardar a origem do contato, a finalidade da coleta e a base legal usada, e o descadastro precisa funcionar em todos os canais. A pesquisa acadêmica e a lei apontam para o mesmo desenho, de coleta explícita e finalidade declarada, e os pontos da LGPD ligados ao uso de IA estão em IA e LGPD.

O que esses dados não dizem

O 71% descreve consumidores dos Estados Unidos em 2021, no meio de uma mudança de hábitos provocada pela pandemia, e soma concordâncias fracas e fortes. Ele não descreve compradores B2B nem o mercado brasileiro, e o relatório B2B de 2026, que inclui o Brasil, não traz o recorte por país no material público.

O 40% tem a base mais frágil da lista: vinte empresas de um único tipo informaram a própria fatia de receita atribuída a marketing personalizado, e cada uma atribui do seu jeito. O número mostra associação entre crescimento e receita atribuída, e nada nele mede quanto a personalização causou.

O relatório B2B de 2026 tem inconsistências que o leitor precisa conhecer. O texto fala em quase 4 mil decisores, os gráficos informam n = 3.664, e o gráfico de personalização cita campo em abril de 2024, enquanto os outros citam dezembro de 2025. A classificação entre líderes e retardatários depende da participação de mercado declarada pelo respondente.

O comunicado do Gartner não descreve a base de comparação dos múltiplos nem a definição de “experiência negativa”, e o relatório completo é restrito a clientes. Os três estudos acadêmicos trabalham com anúncios e consumidores entre 2006 e 2015, antes da IA generativa, e nenhuma das fontes mede o efeito da personalização sobre ciclo de venda, ticket ou renovação em contratos B2B. Para essa pergunta, a resposta mais confiável continua sendo um teste na sua base, com grupo de comparação.

O que a liderança faz com esses números

As pesquisas justificam tratar a personalização como capacidade da operação, com dado, critério e permissão, e desaconselham comprá-la como recurso de ferramenta para cumprir a expectativa do slide. O roteiro que uso com as lideranças tem sete passos.

  1. Escolha um momento e um segmento. Comece por um ponto da jornada, como a nutrição de contas em avaliação ou a comunicação de renovação, e por um segmento do ICP.
  2. Audite os campos que a mensagem vai ler. Meça o preenchimento e a data da última atualização de cada campo, e deixe fora do primeiro teste o que tiver menos da metade preenchida.
  3. Unifique o histórico da conta. Marketing, vendas e CS precisam ver negócios, contratos e chamados da mesma empresa num registro só.
  4. Registre origem, finalidade e base legal. Defina com o jurídico a base de cada uso e teste o descadastro em todos os canais.
  5. Prefira a personalização que o cliente vê. Pergunte o contexto em formulários, diagnósticos e conversas e use a resposta na comunicação seguinte.
  6. Meça contra um grupo de comparação. Mantenha parte da base na comunicação padrão e compare resposta, oportunidade gerada e descadastro.
  7. Some a frequência entre as áreas. Conte as mensagens que o mesmo decisor recebe por semana de marketing, vendas e CS, porque excesso de comunicação está entre os motivos de troca de fornecedor.

O que isso significa para RH e T&D

A personalização depende de comportamentos que acontecem longe do marketing: o vendedor que atualiza o cargo do contato depois da reunião, o CS que registra o chamado na conta certa e o analista que confere a base legal antes de importar uma lista. Para avaliar o efeito de uma formação, acompanhe antes e depois o preenchimento dos campos que a personalização usa, a taxa de contas duplicadas e o percentual de contatos com origem registrada.

A expectativa que as pesquisas medem vira resultado quando a empresa mantém no CRM o dado, a segmentação e a permissão que sustentam cada mensagem, e esse é o trabalho do treinamento in company de adoção de CRM. As turmas são separadas por papel, para lideranças, vendas, marketing e CS, e trabalham no CRM que a empresa já tem, com os registros reais da operação. O time termina com o guia de boas práticas de CRM e o manual de gestão de carteira e base, escritos sobre a sua operação, com as regras de cadastro, atualização e consentimento que a personalização exige.

Perguntas frequentes

É verdade que 71% dos clientes esperam personalização?

O número vem de uma pesquisa da McKinsey com 1.013 consumidores dos Estados Unidos, feita em setembro de 2021, e soma as respostas “concordo em parte”, “concordo” e “concordo totalmente” numa escala de seis pontos. Ele vale para esse público e esse momento, e não descreve compradores B2B nem o consumidor brasileiro.

A personalização aumenta a receita?

As pesquisas mostram associação: na McKinsey, empresas de bens de consumo que cresceram mais atribuíram 40% mais receita ao marketing personalizado, num recorte de 20 empresas com dados autodeclarados. Nenhuma das fontes mede o efeito causal em vendas B2B, e a forma confiável de saber é testar na sua base com grupo de comparação.

Personalização demais pode afastar o cliente?

Pode. Na pesquisa do Gartner com 1.464 compradores B2B e consumidores, 53% tiveram experiência negativa com personalização, com mais chance de arrependimento e menos chance de recompra. Os estudos acadêmicos mostram que a reação piora quando o cliente descobre uma coleta de dados que não autorizou.

Quais dados de personalização o CRM precisa ter no B2B?

Histórico unificado da conta, cargo e papel do contato no comitê de compra com data de atualização, segmentação em campos de opção fechada ligada ao ICP e, para cada contato, origem, finalidade e base legal do tratamento. Sem esses itens, a mensagem personalizada repete os erros da base.

A LGPD proíbe personalizar comunicações?

A lei exige que o tratamento tenha uma base legal, como consentimento ou legítimo interesse, finalidade determinada e transparência, e garante ao titular direitos como acesso, correção e revogação do consentimento. Dentro dessas regras a personalização é possível, e o jurídico deve validar a base de cada uso antes do lançamento.

Como preparar o time para personalizar com dados do CRM?

Treine cada papel no que registrar e quando, com foco nos campos que a personalização usa e nas regras de origem e consentimento dos contatos. Meça o preenchimento desses campos e a taxa de duplicidade antes e depois do treinamento, no CRM da própria empresa.

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