Ícaro Iasbeck
Tendências e leitura de mercado

Uso de IA no Brasil: 50 milhões já usam, mostra o Cetic.br

Em 2025, 32% dos usuários de internet no Brasil usaram IA generativa, cerca de 50 milhões de pessoas, segundo o Cetic.br. Os dados oficiais e dos institutos mostram quem usa, para quê e o que isso muda no atendimento, no marketing e dentro da empresa.

17 min de leitura

O uso de IA no Brasil chegou a 32% dos usuários de internet com 10 anos ou mais, cerca de 50 milhões de pessoas, segundo a TIC Domicílios 2025 do Cetic.br/NIC.br, que entrevistou 24.535 pessoas em casa e mediu pela primeira vez o uso de ferramentas de IA generativa nos três meses anteriores à entrevista. O uso se concentra em quem estudou mais, ganha mais e é mais jovem: 69% na classe A contra 16% nas classes D e E, 59% entre quem tem ensino superior contra 17% entre quem parou no fundamental, 55% na faixa de 16 a 24 anos contra 6% entre quem tem 60 ou mais. Metade dos usuários diz que usa a IA para trabalhar. Minha leitura é que a empresa brasileira ainda discute se vai adotar IA enquanto boa parte dos clientes e dos funcionários já chega com o hábito formado no celular, na conta pessoal e quase sempre na versão gratuita.

Na Iasbeck&Co a gente implanta CRM e agentes de IA em operações B2B e treina os times que trabalham com eles. Os dados sobre empresas estão em IA nas empresas brasileiras. Este texto trata das pessoas, com as fontes oficiais e os institutos que publicam amostra e método, e a minha leitura para diretoria, lideranças e RH.

Quantos brasileiros usam IA generativa?

As duas pesquisas nacionais de 2025 com amostra grande chegam a 32% e a 43%, e a diferença vem da base e da pergunta.

O número oficial: TIC Domicílios 2025

A TIC Domicílios é feita pelo Cetic.br desde 2005, com entrevistas presenciais em áreas urbanas e rurais e plano amostral baseado no Censo e na PNAD Contínua do IBGE. A edição de 2025 visitou 27.177 domicílios, e o resumo executivo registra que 32% dos usuários de internet usaram ferramentas de IA generativa nos três meses anteriores à pesquisa. O mesmo resumo informa que 85% da população com 10 anos ou mais usava a internet em 2025, o que, pela minha conta, leva o uso de IA generativa a algo perto de 27% de toda a população nessa faixa. O Cetic.br não divulga esse número, e eu o uso só como ordem de grandeza. Como o indicador estreou em 2025, ainda não existe série histórica.

Datafolha e Fundação Itaú: 43% usam ferramentas de texto

O Observatório Fundação Itaú e o Datafolha ouviram 2.798 pessoas com 16 anos ou mais entre 7 e 15 de julho de 2025, em entrevistas pessoais feitas em pontos de fluxo populacional, com margem de erro de 2 pontos. Nessa pesquisa, 43% disseram usar ferramentas de geração de texto como ChatGPT, Gemini e DeepSeek, e 31% usam geração de imagem ou vídeo. Entre os usuários de ferramentas de texto, imagem, vídeo ou voz com IA, 69% ficam só na versão gratuita, 11% só na paga e 20% usam as duas.

O número maior tem explicação de método. A base do Datafolha é a população de 16 anos ou mais, sem o filtro de uso de internet, a pergunta cita os produtos pelo nome, e a abordagem em ponto de fluxo alcança um perfil diferente do domicílio sorteado. Para quem busca quantos brasileiros usam ChatGPT, essa é a resposta mais próxima em instituto com amostra publicada, sem separação por marca.

Por que o número de 93% engana

A mesma pesquisa gerou a manchete de que 93% dos brasileiros usam IA. O número está na fonte, mas soma o uso indireto: 89% citaram redes sociais, 78% sistemas de recomendação como Netflix e Spotify, e 63% aplicativos de navegação. Quem rola o feed do Instagram entra na conta. Rankings que colocam o Brasil entre os países que mais acessam o ChatGPT também circulam, e os que encontrei vêm de empresas de medição de tráfego, que contam visitas a sites, por isso ficaram fora deste texto.

Quem usa IA generativa no Brasil: idade, classe e escolaridade

Idade, escolaridade e renda separam o usuário do não usuário mais do que região ou sexo. A distância entre homens (35%) e mulheres (30%) é pequena perto da distância entre classes.

Recorte (TIC Domicílios 2025) Usaram IA generativa
Total de usuários de internet (10 anos ou mais) 32%
10 a 15 anos 40%
16 a 24 anos 55%
25 a 34 anos 44%
35 a 44 anos 30%
45 a 59 anos 18%
60 anos ou mais 6%
Ensino fundamental 17%
Ensino médio 29%
Ensino superior 59%
Classe A 69%
Classe B 52%
Classe C 32%
Classes D e E 16%
Trabalhador formal 43%
Trabalhador informal 33%

Fonte: Cetic.br/NIC.br, tabela M1 da TIC Domicílios 2025. Base: total de usuários de internet.

O grupo que mais usa coincide com o perfil de quem decide compra B2B e ocupa cargo de gestão: ensino superior, classes A e B, emprego formal. Dentro de uma mesma empresa convivem realidades distantes. O analista de 28 anos com graduação pertence a um grupo em que mais da metade usa IA generativa, e o operador de 50 anos com ensino médio, a um grupo em que menos de um em cada cinco usa. A diretoria que imagina o time inteiro no mesmo ponto erra para um dos lados.

Para que os brasileiros usam IA generativa?

Entre os usuários de IA generativa, 84% usaram para fins pessoais, 53% para pesquisa ou trabalho escolar e 50% para uso profissional, segundo a tabela M2, com mais de uma resposta possível. O uso profissional sobe para 61% entre os usuários que estão na força de trabalho, 65% entre os formais e 69% entre os que têm ensino superior. Pela minha conta, se 43% dos trabalhadores formais conectados usaram IA generativa e 65% deles para trabalho, perto de 28% desses trabalhadores levaram a IA para o serviço nos três meses anteriores à pesquisa, sem considerar a margem de erro.

O Datafolha mostra o que as pessoas fazem com a ferramenta: busca por temas (58%), resumo de documentos e resposta a perguntas complexas (56%), recomendações de filmes e músicas (51%) e aprender algo ou achar cursos (50%). O apoio ao trabalho aparece para metade dos usuários e para 74% dos que têm nível superior completo. No Ipsos AI Monitor 2026, 59% dos brasileiros que trabalham dizem que a IA economizou tempo no trabalho no último ano, perto da média de 62% em 32 países. É percepção, sem medição de tempo, e os estudos com medição estão em IA generativa e produtividade.

Por que parte dos brasileiros ainda não usa IA?

Entre os usuários de internet que não usaram IA generativa, o motivo mais citado é a falta de interesse ou necessidade (76%), seguido por preocupações com segurança ou privacidade (63%), falta de habilidade (58%) e desconhecimento da ferramenta (52%), segundo a tabela M3. A pergunta aceita mais de um motivo, e os recortes mudam a ordem.

Motivo para não usar IA generativa (TIC Domicílios 2025) Total Ensino fundamental Ensino superior 60 anos ou mais
Falta de interesse ou necessidade 76% 66% 87% 65%
Preocupações com segurança ou privacidade 63% 64% 68% 68%
Falta de habilidade para usar 58% 65% 50% 72%
Não sabia que a ferramenta existia 52% 63% 30% 66%

Fonte: Cetic.br/NIC.br, tabela M3. Base: usuários de internet que não usaram IA generativa.

O Datafolha pediu o motivo principal a quem nunca usou, e a ordem se repete: falta de interesse (34%), desconhecimento (24%), dificuldade de uso (17%) e falta de confiança (15%). Para o RH, o dado que pesa é a privacidade, citada por 68% dos não usuários com ensino superior. Parte do time que não usa IA deixou de usar por receio do que acontece com o dado, e uma regra clara da empresa responde a esse receio.

Como o Brasil se compara com outros países no uso de IA?

O Eurostat mediu que 33% das pessoas de 16 a 74 anos da União Europeia usaram IA generativa nos três meses anteriores à pesquisa de 2025, primeiro ano da pergunta no levantamento oficial, com extremos de 48% na Dinamarca e 18% na Romênia. O padrão por idade e escolaridade repete o brasileiro, e o motivo principal para não usar também: 64% dos europeus não usuários disseram não sentir necessidade. As bases são diferentes, já que o Eurostat divide pela população e o Cetic.br pelos usuários de internet, e por isso não trato a comparação como ranking. Convertido para a população, o Brasil fica perto de 27%, abaixo da média europeia e acima de Itália (20%) e Romênia.

Duas pesquisas online internacionais trazem o Brasil em perguntas específicas. O Digital News Report 2026 do Reuters Institute, feito pela YouGov em 48 mercados entre janeiro e fevereiro de 2026, mostra 13% dos brasileiros usando chatbot de IA para notícias na semana anterior. O Ipsos AI Monitor 2026 ouviu 23.532 adultos em 32 países, cerca de mil deles no Brasil.

Indicador Brasil Comparação Fonte
Usaram IA generativa nos últimos 3 meses 32% dos usuários de internet (10 anos ou mais) 33% da população de 16 a 74 anos na UE Cetic.br 2025; Eurostat 2025
Jovens que usaram IA generativa 55% (16 a 24 anos) 64% (16 a 24 anos) Cetic.br 2025; Eurostat 2025
Faixa mais velha que usou 6% (60 anos ou mais) 7% (65 a 74 anos) Cetic.br 2025; Eurostat 2025
Chatbot de IA para notícias na última semana 13% 10% global; 6% EUA; 4% Reino Unido Reuters Institute 2026
“Não confio sempre nas ferramentas de IA, mas uso assim mesmo” 61% 63% (média de 32 países) Ipsos 2026
“Confio nas ferramentas de IA e não confiro o trabalho” 32% 31% (média de 32 países) Ipsos 2026

O Ipsos informa que a amostra brasileira é mais urbana, mais escolarizada ou mais rica que a população, e o Reuters Institute recomenda ler os seus resultados como retrato da população online. As duas servem para comparar países e não substituem a TIC Domicílios como medida do Brasil.

O que muda para a empresa quando o cliente e o funcionário já usam IA

Nenhuma dessas pesquisas mede compra ou trabalho dentro de empresas. O que segue é a minha leitura, a partir dos projetos, sobre o que esses números mudam na operação.

No atendimento

O cliente que usa IA generativa se acostumou a perguntar em linguagem comum, receber uma resposta inteira na hora e perguntar de novo. O Reuters Institute vê esse padrão até nas notícias: a pergunta de seguimento é o uso mais citado em 33 de 45 mercados, Brasil incluído. Esse cliente chega ao WhatsApp da empresa com essa régua, e o menu numerado ou a resposta padrão que ignora a pergunta parecem lentos. A resposta depende de base de conhecimento organizada e de histórico no CRM, assunto de IA no atendimento ao cliente.

No marketing

Parte da pesquisa que o comprador fazia no buscador passou para o chatbot. No Digital News Report 2026, só 4% dos entrevistados de 27 mercados disseram clicar sempre ou com frequência na fonte original de uma notícia recebida por chatbot, contra 19% no buscador. O dado trata de notícia, e mesmo assim indica um hábito: a pessoa fica com a resposta e deixa de visitar o site. O conteúdo da empresa passa a servir também de matéria-prima para as respostas da IA, o que pede material com dado, método e autoria claros, como discuto em IA no marketing B2B.

Dentro da empresa

Se metade dos usuários usa IA generativa para trabalhar e 69% ficam só na versão gratuita, segundo o Datafolha, o provável é que parte do trabalho da empresa já passe por contas pessoais, sem contrato e sem regra sobre que dado entra. As pesquisas não medem isso de forma direta, e eu trato como hipótese forte. O Ipsos completa o quadro: um terço dos brasileiros diz confiar nas ferramentas a ponto de não conferir o que entregam. A primeira providência é dizer ao time quais ferramentas estão liberadas, com quais dados e quem confere a saída, como descrevo em política de uso de IA.

Tabela-resumo das pesquisas citadas

Fonte Ano Amostra e método Principal achado
Cetic.br/NIC.br, TIC Domicílios 2025 2025 24.535 pessoas com 10 anos ou mais em 27.177 domicílios, entrevista presencial, amostra probabilística 32% dos usuários de internet usaram IA generativa, cerca de 50 milhões; 50% dos usuários usam para trabalho
Observatório Fundação Itaú e Datafolha 2025 2.798 entrevistas pessoais com pessoas de 16 anos ou mais em pontos de fluxo, julho de 2025 43% usam ferramentas de texto como ChatGPT; 69% dos usuários só na versão gratuita
Eurostat, Use of artificial intelligence by individuals 2025 Pesquisa oficial de uso de TIC nos domicílios da UE, 16 a 74 anos 33% usaram IA generativa; 64% entre 16 e 24 anos
Reuters Institute, Digital News Report 2026 2026 Pesquisa online da YouGov em 48 mercados, com cotas de idade, sexo e região 13% dos brasileiros usaram chatbot para notícias na semana, contra 10% no mundo
Ipsos AI Monitor 2026 2026 23.532 adultos em 32 países, painel online; cerca de mil no Brasil, amostra mais conectada 61% usam IA sem confiar sempre; 32% não conferem o trabalho

O que esses dados não dizem

Todas essas pesquisas medem uso declarado. Quem usa um recurso de IA embutido no aplicativo de mensagens pode não perceber que usou, e outro entrevistado pode contar uma única tentativa como uso. A janela também muda: três meses no Cetic.br e no Eurostat, uma semana no Reuters Institute.

Nenhuma delas mede a qualidade do uso. Saber que metade dos usuários usa IA para trabalhar não diz se o trabalho melhorou, se a pessoa conferiu a resposta ou se colocou dado de cliente numa conta pessoal. A associação entre escolaridade e uso também não autoriza dizer que a IA aumenta a renda de quem usa: renda, escolaridade e boa conexão vêm antes, e o próprio Cetic.br registra que 39% dos donos de celular ficaram sem pacote de dados ao menos uma vez em três meses.

A coleta da TIC Domicílios 2025 terminou no segundo semestre de 2025, e a edição de 2026 só deve sair no fim do ano. Nesse intervalo, o Reuters Institute registrou que o uso semanal de IA generativa em seis países quase dobrou entre 2024 e 2025, de 18% para 34%. Os números deste texto funcionam como piso.

O que a liderança faz com esses números

  1. Use o número certo na reunião. Para a população, cite a TIC Domicílios: 32% dos usuários de internet, cerca de 50 milhões de pessoas, em 2025. O 93% inclui rede social e não serve para discutir IA generativa.
  2. Descubra quanto o seu cliente usa. Cruze o perfil da base no CRM com os recortes do Cetic.br. Compradores B2B com ensino superior estão num grupo em que perto de seis em cada dez usam, e uma base de varejo popular, num grupo em que menos de dois em cada dez usam.
  3. Revise o atendimento com a régua do chatbot. Leia uma amostra de conversas e conte quantas perguntas em linguagem comum o canal responde de primeira, sem menu e sem transferência.
  4. Pergunte ao time o que ele já usa. Faça um levantamento anônimo por área sobre ferramentas, tipo de conta e dados que entram.
  5. Escreva a política antes de comprar licença. Defina ferramentas liberadas, dados permitidos, quem confere a saída e onde o resultado fica registrado.
  6. Forme por papel e por ponto de partida. O gestor com graduação e o operador com ensino médio partem de lugares diferentes, e a turma única costuma frustrar os dois.

O que o RH e o T&D tiram desses dados

O time já chega com IA no bolso, com intensidades muito diferentes por idade e escolaridade, e o diagnóstico começa pelo que cada grupo já faz. Parte de quem não usa cita falta de habilidade e medo de expor dados, e 62% dos entrevistados do Datafolha disseram que gostariam de aprender mais sobre IA. Essas barreiras cedem com formação e regra clara, e o desenho de turmas por papel está em treinamento de IA para empresas.

Cliente e funcionário já usam IA generativa por conta própria, com conta gratuita e pouco hábito de conferir a resposta, enquanto a empresa decide por onde começar. Trazer esse uso para dentro do processo é o trabalho do treinamento in company de IA aplicada, montado sobre os processos e os dados da empresa, com turmas para diretoria, lideranças e times de vendas, marketing e atendimento. Ele entrega a biblioteca de prompts por área e a arquitetura de agentes, com o que cada agente lê, o que executa sozinho e quem aprova o restante.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros usam IA generativa?

Segundo a TIC Domicílios 2025 do Cetic.br, 32% dos usuários de internet com 10 anos ou mais usaram ferramentas de IA generativa nos três meses anteriores à pesquisa, cerca de 50 milhões de pessoas. Na pesquisa do Datafolha com a Fundação Itaú, 43% das pessoas com 16 anos ou mais disseram usar ferramentas de texto como ChatGPT e Gemini.

Quantos brasileiros usam o ChatGPT?

Não encontrei pesquisa oficial ou de instituto com amostra publicada que separe o ChatGPT das outras ferramentas. O dado mais próximo é o do Datafolha: 43% usam ferramentas de geração de texto como ChatGPT, Gemini e DeepSeek. Rankings de acesso por país vêm de empresas de medição de tráfego, que contam visitas a sites.

Quem mais usa IA no Brasil?

Jovens, pessoas com ensino superior e das classes A e B. O Cetic.br mediu 55% de uso entre usuários de internet de 16 a 24 anos, 59% entre quem tem ensino superior e 69% na classe A, contra 6% entre quem tem 60 anos ou mais e 16% nas classes D e E.

O Brasil usa mais ou menos IA que a Europa?

Na média, um pouco menos. A União Europeia mediu 33% da população de 16 a 74 anos em 2025, e o Brasil tem 32% dos usuários de internet, perto de 27% da população com 10 anos ou mais pela minha conta. No uso de chatbot para notícias, o Brasil fica acima da média global, com 13% contra 10%, segundo o Reuters Institute.

Os brasileiros usam IA no trabalho?

Metade dos usuários de IA generativa usa a ferramenta para fins profissionais, segundo o Cetic.br, e a proporção sobe para 65% entre os trabalhadores formais que usam IA. No Ipsos, 59% dos brasileiros que trabalham dizem que a IA economizou tempo no último ano, por percepção própria.

Como preparar o time para usar IA?

Comece por um levantamento do que cada área já usa e com qual conta, escreva a política de ferramentas e dados e forme as pessoas pelo papel que exercem no processo. Inclua na formação como pedir, como conferir a resposta e onde registrar o resultado, porque um terço dos brasileiros diz não conferir o que a IA entrega.

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