IA nas empresas brasileiras: 17% usam, mostra o Cetic.br
Em 2025, 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas usaram IA, com 50% entre as grandes e 15% entre as pequenas. Os dados do Cetic.br, do IBGE, da OCDE e do Eurostat mostram onde a IA entra primeiro, que é vendas e marketing, e o que trava, que é gente preparada para usar.
O uso de IA nas empresas brasileiras chegou a 17% em 2025, segundo a TIC Empresas 2025 do Cetic.br/NIC.br, que entrevistou 4.174 empresas com dez ou mais pessoas ocupadas. A proporção estava em 13% em 2023 e em 2024, e o salto de 2025 veio das duas pontas: as grandes empresas foram de 38% para 50%, e as pequenas, de 10% para 15%. Na indústria com 100 ou mais empregados, o IBGE mediu 41,9% de uso de IA em 2024, contra 16,9% em 2022. Entre as empresas que usam IA, marketing e vendas aparecem como a finalidade mais citada, e entre as que não usam, a falta de pessoas capacitadas divide o primeiro lugar com a falta de conhecimento sobre qual IA serve para o negócio. Minha leitura desses números é que a distância entre quem usa e quem não usa IA no Brasil depende menos de orçamento e de tecnologia do que de gente que saiba escolher o uso, operar e medir.
Na Iasbeck&Co a gente implanta CRM e agentes de IA em operações B2B e treina os times que trabalham com eles, e diretorias me pedem com frequência um número confiável para levar ao conselho. Reuni aqui as pesquisas oficiais, com amostra, ano e definição de cada uma, e a minha leitura para diretoria, lideranças e RH. O roteiro de implantação fica em IA para empresas.
Quantas empresas usam IA no Brasil?
A resposta depende da pesquisa. A TIC Empresas cobre empresas com dez ou mais pessoas de vários setores, a PINTEC Semestral cobre a indústria com 100 ou mais pessoas, e a pesquisa paulista feita para a OCDE cobre médias e grandes de indústria e tecnologia em São Paulo.
O retrato geral: TIC Empresas 2025
A TIC Empresas chegou à 17ª edição em 2025. A coleta foi feita por telefone entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, e o Cetic.br estima que 93.475 empresas usaram aplicações de IA no período. A tabela de resultados traz uma nota que pesa na leitura: o indicador foi coletado somente entre as empresas que possuem especialistas, área ou departamento de TI, e o Cetic.br divulga o resultado sobre o total de empresas. A empresa sem ninguém de TI entra na conta como não usuária, mesmo que o dono use um assistente de IA todos os dias.
| Recorte (TIC Empresas 2025) | Usaram IA em 2025 |
|---|---|
| Total (10 ou mais pessoas) | 17% |
| Pequenas (10 a 49 pessoas) | 15% |
| Médias (50 a 249 pessoas) | 32% |
| Grandes (250 pessoas ou mais) | 50% |
| Informação e comunicação | 49% |
| Serviços profissionais, imobiliários e administrativos | 24% |
| Comércio | 17% |
| Indústria de transformação | 14% |
| Alojamento e alimentação | 10% |
Fonte: Cetic.br/NIC.br, tabela H9 da TIC Empresas 2025.
A indústria: PINTEC Semestral 2024 do IBGE
A PINTEC Semestral é uma pesquisa experimental do IBGE em parceria com a ABDI e a UFRJ, feita com uma amostra de 1.731 empresas que representa as 10.167 indústrias extrativas e de transformação com 100 ou mais pessoas ocupadas. O informante preenche o questionário pela internet, com referência ao ano de 2024. Nesse universo, 4.261 empresas usaram IA em pelo menos uma área de negócio, o que dá 41,9%, e a IA foi a tecnologia digital avançada que mais cresceu desde 2022. Por porte, a publicação da PINTEC Semestral 2024 mostra 57,5% de uso entre as empresas com 500 ou mais pessoas, 42,5% entre as de 250 a 499 e 36,1% entre as de 100 a 249.
O número parece contradizer os 14% que a TIC Empresas encontrou na indústria de transformação, e a diferença vem do porte: a PINTEC não entrevista a pequena indústria, onde está a maior parte das empresas do país.
O recorte mais conservador: São Paulo para a OCDE
Em 2023, a Fundação SEADE e o Cetic.br aplicaram em São Paulo o mesmo questionário que a OCDE, o BCG e o INSEAD usaram com empresas dos países do G7. O relatório da OCDE publicado em 2025 mostra que, entre 2.561 empresas médias e grandes de indústria e serviços de tecnologia ativas no estado, só 7% usavam algum tipo de IA, com coleta entre fevereiro e julho de 2023. Foram só 167 empresas usuárias, base pequena demais para leitura por porte ou setor. A data explica parte da distância para as outras fontes, porque a IA generativa mal tinha chegado às empresas.
Por que as grandes empresas usam IA três vezes mais que as pequenas?
A TIC Empresas mostra 50% de uso entre as grandes e 15% entre as pequenas, e o Eurostat encontra o mesmo desenho na Europa, com 55,03% contra 17% em 2025. O próprio Eurostat levanta três explicações possíveis: a complexidade de implantar IA, a escala, que deixa a grande empresa aproveitar mais o investimento, e o custo, mais fácil de absorver por quem fatura mais. Eu acrescento uma que vejo nos projetos: a grande empresa tem alguém cuja função inclui escolher a ferramenta, configurar e acompanhar o uso, enquanto na pequena essa decisão fica com o dono, no intervalo entre vender, contratar e pagar fornecedor.
O jeito de adotar confirma essa leitura. Segundo a TIC Empresas 2025, 80% das empresas que usaram IA compraram soluções prontas para uso, e 54% contrataram fornecedores externos para modificar ou desenvolver os sistemas. O desenvolvimento interno é mais comum entre as grandes, e 37% delas afirmaram que os sistemas usados foram desenvolvidos pela própria equipe. A IA chega à empresa brasileira por compra, e o que separa a compra útil da licença esquecida é a capacidade de alguém dentro de casa decidir onde usar e conferir o resultado.
Para que as empresas usam IA: onde vendas e atendimento aparecem?
A finalidade mais citada pelas empresas brasileiras que usam IA é marketing ou vendas, com 44%, segundo a tabela H10 da TIC Empresas 2025. Entre as pequenas usuárias, a proporção sobe para 46%, e entre as grandes fica em 42%, atrás de segurança digital (47%). Na indústria com 100 ou mais pessoas, o IBGE encontrou o mesmo padrão com outra régua: entre as empresas que usaram IA, 87,9% aplicaram a tecnologia na administração, 75,2% na comercialização e 73,1% no desenvolvimento de projetos de produtos, processos e serviços, à frente da produção (52,0%). Em São Paulo, os serviços voltados ao cliente lideraram, com 49% das usuárias.
| Finalidade (empresas que usaram IA, TIC Empresas 2025) | Total | Pequenas | Grandes |
|---|---|---|---|
| Marketing ou vendas | 44% | 46% | 42% |
| Organização de processos de administração | 35% | 38% | 40% |
| Gestão de empresas | 34% | 36% | 33% |
| Segurança digital | 34% | 32% | 47% |
| Recursos humanos ou recrutamento | 24% | 21% | 35% |
| Processos de produção | 23% | 22% | 28% |
| Logística | 22% | 21% | 31% |
Fonte: Cetic.br/NIC.br, tabela H10. A base é o total de empresas que usaram IA, e uma empresa pode marcar mais de uma finalidade.
Na TIC Empresas, a aplicação mais citada é a automação de processos e fluxos de trabalho, com 68% das usuárias, e as que mais cresceram foram a análise de linguagem escrita, de 22% para 38%, e a geração de linguagem natural, de 20% para 30%, o terreno da IA generativa. Na PINTEC, o IBGE mediu o grau de uso, e a IA aparece de forma localizada na maior parte das empresas: só 12,9% das indústrias que usam IA na comercialização dizem que o uso é abrangente na área. A minha leitura é que a IA entrou pela área comercial nas mãos de pessoas, como o vendedor que escreve e-mails com um assistente, e ainda não virou processo da área, com regra, dado do CRM e indicador. O estado da IA nas empresas mostra o mesmo padrão nas pesquisas internacionais.
O Brasil está atrás da Europa no uso de IA?
O Eurostat mediu 19,95% de uso de IA nas empresas da União Europeia com dez ou mais pessoas em 2025, contra 13,48% em 2024, numa pesquisa que entrevistou 157 mil das 1,53 milhão de empresas do bloco. A distância para os 17% brasileiros é menor que a diferença entre países europeus, que vai de 5,21% na Romênia a 42,03% na Dinamarca. No setor de informação e comunicação, a Europa chega a 62,52% e o Brasil, a 49%.
As finalidades também se parecem. Entre as empresas europeias que usam IA, 34,70% a aplicam em marketing ou vendas e 31,05% na organização de processos administrativos ou de gestão, as duas finalidades mais citadas. A comparação tem limite, porque a pergunta brasileira só chega às empresas com área de TI e a europeia vai a todas. Eu uso esses números para mostrar que os dois lados começam pelo mesmo lugar, sem medir quem está à frente.
O que trava a adoção de IA nas empresas brasileiras?
A falta de gente preparada aparece no topo ou perto dele em todas as pesquisas. Na TIC Empresas 2025, entre as empresas que não usaram IA, os motivos mais citados foram a falta de pessoas capacitadas para usar essas tecnologias (14%) e a falta de conhecimento sobre tecnologias de IA adequadas às atividades da empresa (14%), seguidas por custo, incompatibilidade com os sistemas existentes e a avaliação de que a IA não é útil para o negócio, todas com 13%. Os percentuais parecem baixos porque a base é o total de empresas que não usaram IA. A minha leitura é que vale a mesma regra do indicador de uso, com a pergunta feita só às empresas com área de TI, e por isso a ordem entre os motivos diz mais que o percentual de cada um. Entre as grandes que não usam IA, as proporções sobem: custo com 42%, falta de pessoas capacitadas com 36% e incompatibilidade com 34%.
| Motivo para não usar IA (TIC Empresas 2025) | Total | Pequenas | Médias | Grandes |
|---|---|---|---|---|
| Falta de pessoas capacitadas | 14% | 12% | 24% | 36% |
| Falta de conhecimento sobre a IA adequada à empresa | 14% | 13% | 26% | 33% |
| Custos parecem muito altos | 13% | 11% | 25% | 42% |
| Incompatibilidade com sistemas existentes | 13% | 12% | 19% | 34% |
| IA não é útil para a empresa | 13% | 12% | 14% | 24% |
| Disponibilidade ou qualidade dos dados | 10% | 10% | 16% | 28% |
| Proteção de dados e privacidade | 10% | 9% | 18% | 27% |
| Falta de clareza sobre consequências legais | 9% | 9% | 14% | 22% |
Fonte: Cetic.br/NIC.br, tabela H13. Base: total de empresas que não utilizaram IA.
A PINTEC pergunta sobre o conjunto das tecnologias digitais avançadas, sem separar a IA, e o resultado vai na mesma direção. Entre as indústrias que adotaram alguma dessas tecnologias, os altos custos foram a dificuldade mais apontada (78,6%), seguidos pela falta de pessoal qualificado na empresa (54,2%) e pelos riscos de segurança e privacidade (47,2%). Entre as que não adotaram nenhuma, a falta de pessoal qualificado foi o motivo que mais cresceu, de 46,4% em 2022 para 60,6% em 2024. Na Europa, entre as empresas que consideraram usar IA e não usaram, a falta de competência foi o motivo de 70,89%, à frente da falta de clareza jurídica (52,52%).
Por que a falta de gente qualificada é a barreira que o treinamento resolve
Custo e incompatibilidade de sistemas dependem de orçamento e de projeto de TI, que a liderança comercial quase nunca controla. A falta de pessoas capacitadas e a falta de conhecimento sobre qual IA serve para a empresa são barreiras de outra natureza, porque a empresa resolve as duas formando o time que já tem. Juntas, elas ocupam os dois primeiros lugares na TIC Empresas, e parte do motivo de custo também se desfaz quando alguém sabe estimar o retorno, assunto de ROI de IA.
O dado paulista para a OCDE mostra a diferença de postura. Entre as empresas de São Paulo que usam IA, 38% citaram o treinamento de funcionários como forma de adotar a tecnologia, contra 75% nas empresas do G7, e só 17% criaram um cargo de liderança ou uma equipe dedicada à IA, contra cerca de metade no G7. No capítulo do relatório sobre os países do G7, a OCDE registra que cerca de 20% das empresas não encontram candidatos qualificados quando tentam contratar e que muitas têm dificuldade de entender quais competências precisam. A empresa que não sabe o que pedir ao mercado também não sabe o que ensinar dentro de casa.
Treinamento não resolve tudo o que as pesquisas chamam de qualificação, porque desenvolver modelo próprio exige contratação especializada. Para a maioria das empresas brasileiras, que compra soluções prontas, a competência que falta é usar bem o que já está contratado: escolher o processo, escrever a instrução, conferir a saída e medir o efeito.
Tabela-resumo das pesquisas citadas
| Fonte | Ano de referência | Amostra e método | Principal achado |
|---|---|---|---|
| Cetic.br/NIC.br, TIC Empresas 2025 | 2025 | 4.174 empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas, entrevista por telefone entre fev/2025 e jan/2026; indicador de IA coletado em empresas com área ou especialista de TI | 17% usaram IA (15% das pequenas, 50% das grandes); marketing ou vendas é a finalidade mais citada (44% das usuárias) |
| IBGE, PINTEC Semestral 2024 | 2024 | Amostra de 1.731 indústrias que representa 10.167 empresas com 100 ou mais pessoas; contato por telefone e autopreenchimento pela internet | 41,9% usaram IA (16,9% em 2022); comercialização em 75,2% das usuárias; falta de pessoal qualificado subiu para 60,6% entre as que não adotaram tecnologias avançadas |
| OCDE, The Adoption of Artificial Intelligence in Firms (capítulo São Paulo, SEADE e Cetic.br) | 2023 | 2.561 empresas médias e grandes de indústria e TIC em São Paulo, 167 usuárias de IA; telefone e web | 7% usavam IA; 38% das usuárias citam treinamento, contra 75% no G7 |
| OCDE, mesmo relatório (capítulo G7) | 2022 e 2023 | 840 empresas usuárias de IA nos países do G7, indústria e TIC, amostra sem representatividade nacional | Quase três quartos treinam funcionários para adotar IA; cerca de 20% não encontram candidatos qualificados |
| Eurostat, Use of artificial intelligence in enterprises | 2025 | 157 mil das 1,53 milhão de empresas da UE com 10 ou mais pessoas, pesquisa dos institutos nacionais | 19,95% usaram IA (17% das pequenas, 55,03% das grandes); falta de competência é o principal motivo para não usar (70,89%) |
O que esses dados não dizem
Nenhuma dessas pesquisas mede resultado: elas mostram quantas empresas declaram usar IA e para quê, sem dizer se o uso aumentou receita ou reduziu custo. A grande empresa usa mais IA, e isso não autoriza concluir que a IA a fez crescer: o mais provável é o caminho inverso, com porte, orçamento e equipe de TI vindo antes da adoção.
As definições também mudam de uma pesquisa para outra. A TIC Empresas pergunta só às empresas com área ou especialista de TI e divulga sobre o total, o que tende a subestimar o uso nas pequenas, onde a IA costuma entrar pelas mãos do dono ou do vendedor, numa conta pessoal. Comparar 7%, 17% e 41,9% como se fossem a mesma medida leva a conclusões erradas, porque cada pesquisa olha um porte e um setor.
Todas as respostas são autodeclaradas, dadas em geral por uma pessoa que pode não saber o que as outras áreas usam. Minha hipótese, que as pesquisas não testam, é que o vendedor que paga um assistente com o próprio cartão fica fora da resposta do gestor de TI. O número de São Paulo, coletado no primeiro semestre de 2023, retrata outro momento da IA generativa.
O que a liderança faz com esses números
- Escolha o número certo para a sua empresa. Se a sua empresa é uma indústria com mais de 100 pessoas, compare-se com a PINTEC; se é de serviços ou comércio, use a TIC Empresas pelo seu porte e setor.
- Faça o seu próprio levantamento antes de comprar. Pergunte a cada área quem usa IA, em qual tarefa, com qual ferramenta e com qual conta, incluindo as contas pessoais.
- Comece por vendas e marketing, como o mercado começa, e passe do uso individual ao processo. Escolha uma tarefa comercial com volume e indicador, como o follow-up de proposta, e defina dono, regra de aprovação e linha de base.
- Trate a falta de gente preparada como item de orçamento. Se a empresa compra solução pronta, a competência que falta é usar e medir. Reserve parte da verba de IA para formação por papel, ao lado da licença.
- Arrume o dado que a IA vai ler. Dados indisponíveis ou de baixa qualidade aparecem como motivo para não usar IA em 28% das grandes empresas não usuárias. No comercial, esse dado mora no CRM, e o trabalho está descrito em qualidade de dados no CRM.
- Responda às preocupações jurídicas antes que elas travem o projeto. Privacidade e clareza legal aparecem nas três fontes, e uma política com ferramentas autorizadas e dados permitidos responde a boa parte delas. Os pontos da LGPD estão em IA e LGPD.
O que o RH e o T&D tiram desses dados
Para o RH, o dado mais útil está nas barreiras. A falta de pessoas capacitadas aparece entre os principais motivos para não usar IA no Brasil e lidera na Europa, e a PINTEC mostra esse motivo crescendo na indústria entre 2022 e 2024. Ao mesmo tempo, as empresas paulistas citam treinamento com metade da frequência do G7, segundo a OCDE. O RH tem aí o argumento para colocar a formação em IA no plano do ano, com turmas por papel e indicadores de uso no processo, e o desenho dessas turmas está em treinamento de IA para empresas.
Os números oficiais mostram empresas brasileiras comprando IA pronta e usando a tecnologia primeiro em vendas e marketing, sem ter dentro de casa quem saiba escolher o uso e medir o efeito. Esse é o trabalho do treinamento in company de IA aplicada, montado sobre os processos e os dados da empresa, com turmas para diretoria, lideranças e times de vendas, marketing e atendimento. Ele entrega a biblioteca de prompts por área e a arquitetura de agentes, com o que cada agente lê, o que executa sozinho e quem aprova o restante.
Perguntas frequentes
Quantas empresas brasileiras usam inteligência artificial?
Segundo a TIC Empresas 2025 do Cetic.br, 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas usaram IA em 2025, o equivalente a 93.475 empresas. Na indústria com 100 ou mais pessoas, a PINTEC Semestral do IBGE mediu 41,9% em 2024.
As pequenas empresas usam IA?
Usam menos: 15% das empresas de 10 a 49 pessoas usaram IA em 2025, contra 50% das grandes, segundo o Cetic.br. A pesquisa só pergunta às empresas com área ou especialista de TI, o que tende a deixar de fora o uso informal do dono e do time.
Para que as empresas brasileiras usam IA?
Marketing ou vendas é a finalidade mais citada, por 44% das empresas que usam IA, seguida pela organização de processos administrativos (35%). Na indústria com 100 ou mais pessoas, o IBGE encontrou a IA na comercialização de 75,2% das empresas usuárias.
Qual a principal barreira para adotar IA no Brasil?
Na TIC Empresas 2025, a falta de pessoas capacitadas e a falta de conhecimento sobre a IA adequada à empresa empatam no topo, com 14% das empresas que não usam IA cada uma. Entre as grandes, o custo lidera, com 42%, e na indústria a falta de pessoal qualificado cresceu de 46,4% para 60,6% entre 2022 e 2024 nas empresas que não adotaram tecnologias avançadas.
O Brasil está atrasado em IA em relação à Europa?
A distância é pequena na média: 17% no Brasil e 19,95% na União Europeia em 2025, com perguntas não idênticas. A diferença entre países europeus é bem maior, de 5,21% na Romênia a 42,03% na Dinamarca.
Como preparar o time para usar IA?
Comece por um processo comercial com indicador, forme as pessoas pelo papel que exercem nesse processo e meça o uso antes e depois. O conteúdo de cada turma deve incluir como pedir, como conferir a resposta e quem aprova o que a IA produz, com os dados e as ferramentas que a empresa já contratou.
Quer levar isso para o seu time?
No treinamento in company de IA Aplicada, o time monta prompts e agentes sobre o próprio CRM e sai com a biblioteca de prompts e a arquitetura de agentes.
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