Estado da IA nas empresas: 37% atribuem efeito no EBIT
Quase nove em cada dez respondentes da pesquisa global da McKinsey dizem que a empresa usa IA, e 37% atribuem a ela algum efeito no EBIT, quase a mesma proporção de 2025. Um resumo para a diretoria dos relatórios de McKinsey, Stanford, Deloitte, BCG e Eurostat, com as diferenças de definição que impedem comparar os números.
O estado da IA nas empresas em 2026 cabe em dois números da pesquisa global da McKinsey publicada em agosto: quase nove em cada dez respondentes dizem que a organização usa IA com regularidade em pelo menos uma área, e 37% atribuem ao uso de IA algum efeito no EBIT, quase a mesma proporção de um ano antes (McKinsey, 2026). O uso e o orçamento cresceram, e a fatia que enxerga a IA no resultado ficou parada. Os outros relatórios do ano contam a mesma história com números diferentes, e boa parte da diferença vem da definição: a estatística oficial europeia, que pergunta a 157 mil empresas se usaram alguma tecnologia de IA de uma lista fechada, chega a 19,95% em 2025, longe dos 88% que circulam em apresentações (Eurostat, 2025). Quem leva esses números para a diretoria precisa saber o que cada pesquisa mediu antes de colocar dois deles no mesmo slide.
Na Iasbeck&Co a gente implanta CRM e agentes de IA em operações B2B, e quase toda reunião de diretoria sobre IA que eu acompanho começa com um número de pesquisa. Li os relatórios anuais mais citados e organizei o que eles dizem sobre uso, áreas, impacto, investimento, agentes e risco, para a diretoria, as lideranças de vendas, marketing e CS e o RH.
Quais são os relatórios mais respeitados sobre o estado da IA nas empresas?
Escolhi cinco fontes que publicam todo ano e descrevem o método. Três são consultorias que também vendem projetos de IA, o AI Index de Stanford é um relatório acadêmico que compila dados de terceiros, e o Eurostat é o único com amostra estatística oficial.
| Fonte | Ano | Amostra e método | Principal achado |
|---|---|---|---|
| McKinsey, The state of AI in 2026 | 2026 | Questionário online com 1.719 respondentes de 97 países, de 4 de maio a 8 de junho de 2026, ponderado pelo PIB de cada país | 44% dizem que a IA está em escala na empresa; 37% atribuem algum efeito no EBIT, o mesmo patamar de 2025 |
| McKinsey, The state of AI in 2025 | 2025 | 1.993 respondentes de 105 países, de 25 de junho a 29 de julho de 2025 | 88% relatam uso regular em pelo menos uma área; 23% escalam agentes e 39% experimentam |
| Stanford HAI, AI Index Report 2026 | 2026 | Compilação de bases de terceiros; adoção corporativa vem da pesquisa da McKinsey de 2025 e investimento vem da base Quid | Investimento corporativo global em IA de US$ 581,69 bilhões em 2025, alta de 129,9% |
| Deloitte, State of AI in the Enterprise | jan. 2026 | 3.235 líderes de diretor a conselho, em 24 países e seis setores, entre agosto e setembro de 2025 | 20% já aumentam receita com IA e 74% esperam aumentar; 21% têm governança madura para agentes |
| BCG, Applied AI Index 2026 | set. 2026 | 1.330 executivos de C-level e liderança sênior | 7,5% das empresas em nível “future-built” e mais 41% escalando com desempenho acima dos retardatários |
| Eurostat, uso de IA nas empresas | 2025 | Pesquisa oficial dos institutos nacionais de estatística com 157 mil das 1,53 milhão de empresas da UE com 10 ou mais pessoas | 19,95% usaram pelo menos uma tecnologia de IA; 55,03% entre as grandes |
Quantas empresas usam IA em 2026?
Na série da McKinsey, a proporção de respondentes que relatam uso regular de IA em pelo menos uma área foi de 78% em 2024 para 88% em 2025, e a edição de 2026 fala em “quase nove em cada dez”. Como esse indicador chegou perto do teto, a McKinsey passou a destacar a profundidade do uso: 44% dizem que a IA está em escala na empresa inteira, contra 38% um ano antes, e 56% usam IA em três ou mais áreas, contra 51%. A distância por porte é grande: entre respondentes de empresas com receita anual acima de US$ 1 bilhão, 54% relatam IA em escala, contra um terço nas menores (McKinsey, 2026).
A Deloitte mede o acesso dos funcionários. A parcela de trabalhadores com acesso a ferramentas de IA autorizadas pela empresa passou de menos de 40% para perto de 60% em um ano, e menos de 60% de quem tem acesso usa a ferramenta no dia a dia, quase o mesmo padrão do ano anterior. Só 25% dos respondentes disseram que a empresa levou para produção 40% ou mais dos seus experimentos de IA, e 54% esperam chegar a esse patamar em três a seis meses (Deloitte, 2026).
Por que uma pesquisa diz 88% e outra diz 20%?
O Eurostat pergunta a uma amostra oficial de empresas da União Europeia se elas usaram pelo menos uma tecnologia de uma lista fechada, como mineração de texto, reconhecimento de fala, geração de texto ou de imagem e aprendizado de máquina. Em 2025, 19,95% das empresas com 10 ou mais pessoas disseram que sim, com 17% entre as pequenas e 55,03% entre as grandes (Eurostat, 2025). A McKinsey pergunta a profissionais que aceitaram responder a um questionário online se a organização deles usa IA com regularidade em alguma área, e 36% desses respondentes trabalham em empresas com receita acima de US$ 1 bilhão. As duas pesquisas medem coisas diferentes, e nenhuma está errada.
O AI Index de Stanford afirma que a adoção organizacional chegou a 88%, e esse número vem da pesquisa da McKinsey de 2025, como o próprio relatório indica na fonte de cada gráfico. O capítulo de economia avisa que os resultados são autodeclarados e devem ser lidos como direcionais (Stanford HAI, 2026). Quando os dois aparecem lado a lado numa apresentação, a diretoria vê uma pesquisa citada duas vezes. O Brasil não aparece separado em nenhum desses relatórios, e os números nacionais estão em IA nas empresas brasileiras.
| Pesquisa | Quem responde | O que conta como “usar IA” | Unidade e peso |
|---|---|---|---|
| McKinsey | Profissionais de várias funções e níveis, por questionário online | Uso regular de IA em pelo menos uma área da organização | Respondente, ponderado pelo PIB do país |
| Stanford AI Index | Não coleta; compila outras bases | Repete a definição da McKinsey para adoção | Herda o método da fonte original |
| Deloitte | Líderes de diretor a conselho, metade de TI e metade de negócio | Acesso a ferramentas autorizadas, uso diário, experimentos em produção, uso de agentes | Empresa, pela visão de um líder |
| BCG | Executivos de C-level e liderança sênior | Classificação de maturidade feita pela BCG a partir das respostas | Empresa, por nível de maturidade |
| Eurostat | Empresas sorteadas pelos institutos nacionais de estatística | Pelo menos uma tecnologia de IA de uma lista fechada | Empresa com 10 ou mais pessoas, amostra oficial |
Em quais áreas as empresas mais usam IA?
Em oito anos de pesquisa, a McKinsey encontrou TI e marketing e vendas como as áreas que os respondentes mais citam no uso de IA, e em 2025 a gestão do conhecimento entrou nesse grupo. Entre os usos mais relatados estão o apoio de conteúdo para a estratégia de marketing e a automação de atendimento (McKinsey, 2025). O Eurostat chega a um retrato parecido por outro caminho: entre as empresas europeias que usam IA, 34,70% aplicam a tecnologia em marketing ou vendas, a finalidade mais comum (Eurostat, 2025).
Para a liderança comercial, o dado mais útil da edição de 2026 está no impacto por área. Os respondentes associam ganho de receita com mais frequência ao uso de IA em marketing e vendas, seguido de desenvolvimento de produto e engenharia de software, enquanto a redução de custo aparece mais em cadeia de suprimentos, operações de serviço e manufatura (McKinsey, 2026). A Deloitte registra, entre os líderes, a expectativa de que a IA agêntica tenha o maior impacto no atendimento ao cliente (Deloitte, 2026).
Quantas empresas veem impacto da IA no resultado?
As pesquisas parecem discordar, e a diferença está quase toda na pergunta. Na McKinsey, 37% dos respondentes atribuem ao uso de IA algum efeito positivo no EBIT da organização em 2026, contra 39% em 2025, e o grupo que a consultoria chama de alto desempenho, quem atribui 5% ou mais do EBIT à IA e descreve o valor como significativo, ficou em cerca de 6% nos dois anos. No mesmo levantamento, 80% dizem que a IA melhorou a própria produtividade, e para mim a distância entre o ganho da pessoa e o ganho da empresa é o achado mais importante do ano (McKinsey, 2026). O método para levar esse ganho até um número que o financeiro reconhece está em ROI de IA.
A Deloitte pergunta quais benefícios a empresa já obteve. Produtividade e eficiência aparecem em 66% das respostas e redução de custo em 40%, e aumento de receita fica em 20%, contra 74% que esperam chegar lá. A parcela de líderes que dizem que a IA tem efeito transformador na empresa subiu de 12% para 25% em um ano (Deloitte, 2026). A BCG, por sua vez, classifica as empresas em níveis de maturidade e conclui que 7,5% são “future-built” e outras 41% escalam IA com desempenho acima das retardatárias, somando quase metade do mercado; na edição de 2025, a mesma consultoria tinha encontrado só 5% gerando valor relevante (BCG, 2026).
| Fonte | Pergunta sobre resultado | Número |
|---|---|---|
| McKinsey 2026 | Respondente atribui algum efeito no EBIT ao uso de IA | 37% |
| McKinsey 2026 | Atribui 5% ou mais do EBIT e descreve valor significativo | Cerca de 6% |
| Deloitte 2026 | Empresa já aumenta receita com IA | 20% |
| Deloitte 2026 | Líder descreve efeito transformador | 25% |
| BCG 2026 | Empresa classificada como “future-built” pela BCG | 7,5% |
| BCG 2026 | “Future-built” somadas às que escalam com desempenho superior | Quase metade |
Os 6%, 7,5% e 20% descrevem uma minoria que já mede valor relevante, e os “quase metade” da BCG e os 37% da McKinsey incluem efeitos pequenos e estágios intermediários. Na minha leitura, a maioria captura ganho de produtividade, e uma minoria entre um dígito e um quinto já vê a IA na receita ou no lucro.
Quanto as empresas investem em IA?
O dado mais citado do AI Index mede dinheiro aplicado em empresas de IA, e não o gasto das empresas usuárias. Somando fusões e aquisições, participações minoritárias, investimento privado e ofertas públicas, o investimento corporativo global em IA chegou a US$ 581,69 bilhões em 2025, alta de 129,9% sobre o ano anterior, com US$ 344,66 bilhões em investimento privado (Stanford HAI, 2026). Ele mostra para onde vai o capital dos investidores e diz pouco sobre quanto uma empresa média deveria gastar.
Para o orçamento de quem usa IA, as consultorias chegam mais perto. Na McKinsey, 28% dos respondentes dizem que a empresa gasta mais de 10% do orçamento total de tecnologia da informação e comunicação com IA, 60% esperam aumentar o investimento no próximo ano, e um em cada cinco diz que a empresa já limita o uso por causa do custo de operação, incluindo tokens (McKinsey, 2026). A BCG estima que o gasto com IA passou de cerca de 1,7% da receita no fim de 2025 para 3,3%, e que mais de 80% desse gasto está fora do orçamento de TI (BCG, 2026). Na Deloitte, 84% das organizações aumentam o investimento (Deloitte, 2026). O gasto fora da TI é o dado que mais me preocupa, porque cada área contrata a sua ferramenta e ninguém soma a conta.
Agentes de IA: quantas empresas já saíram do piloto?
Em 2025, 23% dos respondentes da McKinsey disseram que a empresa escalava um sistema agêntico em alguma área e outros 39% experimentavam, e em nenhuma área isolada mais de 10% relatavam agentes em escala (McKinsey, 2025). Em 2026 a fatia que escala agentes ficou em cerca de dois em cada dez, e a média esconde o porte: entre as empresas com receita acima de US$ 1 bilhão, a proporção foi de 27% para 40%, enquanto nas menores ficou em 22%. Os agentes em escala aparecem mais em TI, gestão do conhecimento e engenharia de software, e em bens de consumo e varejo aparecem mais em marketing e vendas (McKinsey, 2026).
Na Deloitte, 23% das empresas usam IA agêntica pelo menos de forma moderada, e 74% esperam chegar a esse uso em dois anos. Só 21% dizem ter um modelo maduro de governança para agentes autônomos (Deloitte, 2026). A BCG mostra a mesma distância com outra régua: 42% das empresas esperam dar aos agentes autoridade real de decisão até 2030, e 5% têm hoje o conjunto completo de controles para isso (BCG, 2026). O desenho do primeiro agente está em agentes de IA, e a passagem para a operação, em IA do piloto à produção.
Como as empresas estão gerindo os riscos da IA?
Na edição de 2025 da McKinsey, 51% dos respondentes de organizações que usam IA relataram pelo menos uma consequência negativa, e quase um terço citou problemas causados por imprecisão da IA. As empresas passaram a gerir em média quatro riscos ligados à IA, contra dois em 2022 (McKinsey, 2025). Em 2026, os respondentes do grupo de alto desempenho aparecem com mais frequência trabalhando para mitigar ações não autorizadas ou não intencionais da IA (McKinsey, 2026).
Entre os líderes ouvidos pela Deloitte, privacidade e segurança de dados lideram as preocupações com 73%, seguidas de questões jurídicas, de propriedade intelectual e de conformidade regulatória (50%), capacidade de governança e supervisão (46%) e qualidade, consistência e explicabilidade dos modelos (46%) (Deloitte, 2026). No Eurostat, entre as empresas que consideraram usar IA e não usaram, o motivo mais comum foi falta de conhecimento especializado (70,89%), seguido de falta de clareza sobre as consequências legais (52,52%) e preocupação com proteção de dados (48,83%). As regras que respondem a essas preocupações dentro da empresa estão em política de uso de IA.
O que esses dados não dizem
Quase todos os números deste texto são autodeclarados. Quem responde que a IA contribuiu para o EBIT faz uma estimativa, e a pesquisa não confere a contabilidade. A McKinsey ouve pessoas, e o método publicado não informa quantas empresas diferentes estão por trás dos 1.719 respondentes; a Deloitte e a BCG ouvem executivos, que tendem a enxergar o próprio programa de IA com otimismo. As três consultorias vendem projetos de IA, o que pede atenção à amostra sem descartar o dado.
As amostras puxam para empresas grandes e mais avançadas. Na McKinsey, 36% dos respondentes trabalham em organizações com receita acima de US$ 1 bilhão, e a Deloitte declara que buscou uma visão das organizações na fronteira da IA. Comparar anos também exige cuidado, porque a amostra muda de uma edição para outra; a McKinsey informa que conferiu a comparação com os 552 respondentes que participaram de 2025 e de 2026 e encontrou o mesmo padrão.
O grupo de alto desempenho redesenha fluxos de trabalho, mede o impacto e investe mais, e a pesquisa mostra associação, sem provar causa. Expectativa também erra: dos respondentes da McKinsey em 2025, 32% esperavam redução de pessoal por causa da IA no ano seguinte, e em 2026 só 14% relataram que a IA contribuiu para reduzir o quadro, assunto de IA e empregos.
O que a liderança faz com esses números
Este é o roteiro que eu proponho para a diretoria que vai decidir orçamento de IA com esses relatórios na mesa.
- Escolha uma definição de uso e meça a sua empresa com ela. Pergunte quantas pessoas com acesso usam a ferramenta todo dia e em quais processos, que é a régua da Deloitte, e compare com o ano anterior.
- Separe ganho individual de ganho da empresa. Liste os processos com IA e o indicador que deveria mudar em cada um. O ganho de produtividade que 80% dos respondentes da McKinsey sentem só chega ao EBIT quando alguém decide o que fazer com o tempo liberado.
- Some o gasto de IA de todas as áreas. Peça ao financeiro o total de licenças, créditos e consumo, incluindo o que marketing, vendas e CS contratam por conta própria.
- Comece por marketing, vendas e atendimento, com medição desde o primeiro dia. As pesquisas mostram essas áreas entre as de maior uso e de maior ganho de receita relatado. Registre a linha de base antes de ligar qualquer agente.
- Defina a governança dos agentes antes de escalar. Escreva o que cada agente faz sozinho, o que espera aprovação e quem responde por ele. Com 21% de governança madura na Deloitte e 5% de controles completos na BCG, quem fizer isso agora sai na frente da média.
- Coloque a formação no orçamento junto com a ferramenta. Falta de conhecimento aparece como a principal barreira no Eurostat e na Deloitte.
O que o RH e o T&D precisam tirar desses relatórios
A falta de gente preparada é o ponto em que Deloitte, Eurostat e BCG convergem. Os líderes ouvidos pela Deloitte apontam a falta de habilidade dos trabalhadores como a maior barreira para integrar a IA aos fluxos de trabalho, e a resposta mais comum das empresas é educar a força de trabalho para elevar a fluência em IA (53%), bem à frente de redesenhar carreiras (33%) (Deloitte, 2026). Na BCG, sete em cada dez empresas dos dois grupos mais avançados já retreinam pessoas (BCG, 2026). Para o RH, o treinamento genérico de fluência resolve o primeiro passo, e o ganho no resultado depende de formar cada área no processo que ela vai mudar, com as regras de aprovação e os indicadores dele.
Os relatórios mostram acesso amplo, orçamento crescente e pouca gente preparada para levar o ganho individual até o resultado. Esse é o trabalho do treinamento in company de IA aplicada, montado sobre os processos e os dados da empresa, com turmas para diretoria, lideranças e equipes de vendas, marketing e CS. Ele entrega a biblioteca de prompts por área e a arquitetura de agentes, com o que cada agente lê, o que executa sozinho e quem aprova o restante.
Perguntas frequentes
Qual o percentual de empresas que usam IA em 2026?
Depende da definição. Na pesquisa global da McKinsey, quase nove em cada dez respondentes dizem que a organização usa IA com regularidade em pelo menos uma área. Na estatística oficial da União Europeia, que pergunta sobre tecnologias específicas a uma amostra de empresas com 10 ou mais pessoas, o percentual foi de 19,95% em 2025.
Quantas empresas têm retorno financeiro com IA?
Na McKinsey de 2026, 37% dos respondentes atribuem algum efeito no EBIT ao uso de IA, e cerca de 6% atribuem 5% ou mais. Na Deloitte, 20% das empresas já aumentam receita com IA. Os números variam porque cada pesquisa define resultado de um jeito.
Em quais áreas a IA é mais usada nas empresas?
TI e marketing e vendas aparecem há anos como as áreas com mais uso na McKinsey, com a gestão do conhecimento entrando no grupo em 2025. No Eurostat, marketing ou vendas é a finalidade mais comum entre as empresas europeias que usam IA, com 34,70%.
Quantas empresas já usam agentes de IA?
Cerca de dois em cada dez respondentes da McKinsey em 2026 dizem que a empresa escala agentes, com 40% entre as empresas acima de US$ 1 bilhão de receita. Na Deloitte, 23% usam IA agêntica pelo menos de forma moderada, e 21% têm governança madura para agentes.
Posso comparar os números da McKinsey com os do Eurostat ou do Stanford AI Index?
Com cuidado. McKinsey e Eurostat medem coisas diferentes, com públicos e definições diferentes, e o número de adoção do AI Index é o da própria McKinsey de 2025. Compare cada pesquisa com a edição anterior dela mesma e use o Eurostat como referência de estatística oficial.
Como preparar o time para usar IA com o resultado que as pesquisas descrevem?
Comece pelas lideranças, que decidem processos, aprovação e indicadores, e depois forme cada área no processo que ela vai mudar, com os dados da própria empresa. Acompanhe nas semanas seguintes o uso diário e a taxa de edição dos rascunhos, e não só a satisfação com a aula.
Quer levar isso para o seu time?
No treinamento in company de IA Aplicada, o time monta prompts e agentes sobre o próprio CRM e sai com a biblioteca de prompts e a arquitetura de agentes.
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